16 Abril 2009

Até quando?!

Esta semana vi na imprensa uma notícia que me chamou atenção. Falava das eleições para escolha do novo reitor da Unesc. Entre toda a matéria destaco o trecho que diz “...cerca de 11 mil estudantes, funcionários e professores devem integrar o colégio eleitoral...”.
Quero aqui chamar a atenção dos estudantes, funcionários e professores da Unisul para refletir sobre o momento histórico que a nossa co-irmã Unesc vivi mais uma vez.
Recentemente tivemos a posse do novo reitor da nossa Unisul. Com toda pompa e luxo, digo isso por que presenciei de perto, foi realizada uma grande festa para comemorar a ocasião. Não estou aqui para discutir a festa ou muito menos a capacidade do novo reitor. Quem sabe poderemos ter novos rumos e melhorias significantes durante esta gestão. O que me decepciona é o fato de que mais uma vez, depois de quatro décadas, os estudantes ficarão na vontade de realizar o sonho de votar diretamente no seu reitor.

Há pouco tempo quando fui estudante do curso de jornalismo, participei ativamente do movimento estudantil, sempre lutando para que nossa universidade se transformasse numa instituição totalmente democrática. Não perdi esse sonho ainda. Lembro-me de um texto que escrevi que dizia o seguinte: “Nós somos obrigados a votar no presidente da república, deputados estaduais e federais, senadores, prefeito, vereadores, temos o direito de escolher nossos lideres comunitários, presidentes de DCEs, CAs, presidentes de grupos de jovens, mas ainda não temos competência suficiente para elegermos um reitor”.
Deixo de lado qualquer pensamento racista, mas o mundo viu pela primeira vez um negro ser eleito presidente dos Estados Unidos e os estudantes da Unisul apenas assistindo os brindes e comemorações das futuras posses através da nossa Unisul TV. Na minha opinião a democracia deve existir em todo lugar.

Lula é o presidente mais popular das Américas, aponta pesquisa continental

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em primeiro lugar na lista de líderes com melhor aprovação da América, com 70% de popularidade, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (14) na internet pela empresa mexicana Consulta Mitofsky.
O relatório, correspondente a abril, indica que pouco atrás de Lula está o governante colombiano, Álvaro Uribe, com 69%, seguido pelo mexicano Felipe Calderón, com 68%, e pelo salvadorenho Elías Antonio Saca, com 66%.
Em um segundo bloco aparecem os presidentes de Estados Unidos, Barack Obama, com 61%; Equador, Rafael Correa, e Paraguai, Fernando Lugo, com 60%; Chile, Michelle Bachelet, com 59%; e Bolívia, Evo Morales, com 58%.
Pouco atrás estão o governante uruguaio, Tabaré Vázquez, com 53%; o costarriquenho Óscar Arias, com 49%; o panamenho Martín Torrijos, com 48%; o guatemalteco Álvaro Colom, com 45%; o dominicano Leonel Fernández e o nicaraguense Daniel Ortega, com 48%; e o peruano Alan García, com 34%.
No fim da lista, estão a argentina Cristina Fernández de Kirchner, com 29%, e o hondurenho Manuel Zelaya, com 25%. A Consulta Mitofsky destacou que a aprovação média dos presidentes americanos em março foi de 52%, só superada pelos resultados de janeiro e maio de 2007, que alcançaram 53% e 54%, respectivamente. No estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula, Uribe e Correa dividiam o primeiro lugar, com 70% de aprovação.

UFSC abre vagas para 2009

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC divulgou o edital do Vestibular UFSC 2009 Suplementar, que abre 645 vagas na sede, em Florianópolis, e nos novos campi de Joinville, Curitibanos e Araranguá. As inscrições, a R$ 90,00, devem ser feitas de 8 de maio a 8 de junho, somente pela Internet (www.vestibular2009suplementar.ufsc.br), e as provas serão realizadas de 12 a 14 de julho, das 14h às 18h, em locais a serem definidos posteriormente.

Oito cursos serão objeto do vestibular, que tem caráter de excepcionalidade, já que atende às necessidades dos campi pioneiros e também a demandas na sede, nos novos cursos de Educação no Campo, Engenharia Física e Fonoaudiologia, além de preencher vagas na Biblioteconomia e na licenciatura em Química. As aulas começam no segundo semestre letivo, em agosto deste ano. De acordo com o presidente da Coperve, Júlio Szeremeta, nos novos campi os primeiros anos têm conteúdo uniforme no conjunto de disciplinas, cabendo aos alunos, depois disso, escolherem a especialização de seu interesse.

Em Joinville, por exemplo, serão oferecidas 200 vagas no curso de Engenharia de Mobilidade, nome genérico que abarca duas grandes áreas e sete habilitações. Na área de Engenharia Veicular, as opções são Engenharia Naval e Oceânica, Engenharia Aeronáutica, Engenharia Automobilística, Engenharia Ferroviária e Engenharia Mecatrônica. No campo da Engenharia de Transportes, os estudantes poderão optar, a partir do terceiro ano do curso, pela Engenharia de Tráfego e Logística ou pela Engenharia de Infra-estrutura.

No campus de Araranguá, a UFSC vai oferecer 100 vagas (50 diurnas e 50 noturnas) no curso de Tecnologia da Informação e Comunicação, que será desdobrado depois em três sub-áreas – Tecnologia Digital, Negócios Digitais (ambos são bacharelados) e Educação e Cultura Digital (licenciatura). Em Curitibanos haverá 180 vagas no curso de Ciências Rurais, que será dividido em três habilitações, ainda não definidas. “Os cursos foram criados levando em conta os arranjos produtivos locais e a necessidade de inovar, oferecendo opções que não existiam em cada cidade ou região”, diz Szeremeta.

Nos dois primeiros dias do vestibular (12 e 13 de julho), serão realizadas as provas objetivas, e no terceiro dia (14) estão previstas a redação e seis questões discursivas. Para o concurso do final do ano, que selecionará os candidatos para 2010, novos cursos deverão ser oferecidos, na sede e nos demais campi, mas esse tema será melhor discutido nos próximos meses, por causa da infra-estrutura física necessária para o seu funcionamento.

06 Abril 2009

Beneficiários poderão participar de cursos

Brasília - Beneficiários do Programa Bolsa Família poderão participar de cursos de capacitação profissional na área de construção civil e de turismo. As aulas serão oferecidas por meio do Plano Setorial de Qualificação (Planseq).

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O Planseq enviará instruções sobre os cursos por carta. A iniciativa partiu do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Ministério do Trabalho e Emprego.Para se inscrever, é preciso ter o cadastro no Bolsa Família em dia. Os dados podem ser atualizados nos postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

Os participantes devem ter mais de 18 anos e ter concluído a 4ª série do Ensino Fundamental. Haverá cursos para pintor, armador e montador, carpinteiro, azulejista, encanador, mestre-de-obras e auxiliar de escritório, eletricista, pedreiro, reparador, almoxarife, gesseiro, desenhista, projetista e operador de trator.

Depois de receber os diplomas, os trabalhadores poderão ser aproveitados em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outras informações sobre os cursos podem ser obtidas nos pontos de atendimento do Sine.

As informações são da Agência Brasil.

DS entrevista Celso Três

Procurador da República em Tubarão, Celso Antônio Três ficou conhecido nacionalmente com a quebra do sigilo bancário de todas as contas CC-5 do país, possibilitando investigação sobre sonegação. Atuante, ele está ciente dos escândalos de desvio de dinheiro do Besc e da Campeiro, que movimentaram a região nas últimas semanas. O procurador já lançou livros sobre impunidade e já foi alvo de ações intimidadoras, como o recebimento de uma carta-bomba.
Diário do Sul – Nesta semana o senhor tomou conhecimento do caso da Campeiro. O que lhe chamou atenção?
Celso Antônio Três – A primeira questão é como um gestor consegue ludibriar todo mundo. Ele conseguiu ludibriar o dono da Campeiro, que é um investidor americano, os produtores, que são cerca de dois mil, os demais sócios minoritários e o governo Federal, além dos trabalhadores e demais sociedade. Evidente que há uma soma de erros, especialmente do gestor que deixou a empresa ser gerida sem uma auditoria. Nós temos uma situação muito complexa neste caso que é o dinheiro do financiamento agrícola, que é liberado pelo governo para garantir a política de compra e, consequentemente, de preços mínimos. Ele foi usado para agiotagem. Quando se faz estes financiamentos é dado grão em garantia. Eles faziam dois ou três empréstimos, até no mesmo mês, com o mesmo grão. E o que se fazia com este dinheiro? Eles passavam por uma factoring e praticavam agiotagem.

Diário do Sul - O senhor acredita que será possível punir o apontado como autor do desfalque milionário?
Celso – Eu tenho convicção de que ele deva ser punido. Este homem se vangloria, diz que é o Daniel Dantas e que com ele não acontece nada. Eu acredito que sim e por isso estamos coletando muitos dados. A receita já identificou alguns laranjas e mais, vou requisitar ao Banco Central uma auditoria no Bradesco porque estes contratos de renovação de financiamento eram feitos neste banco e claramente deve ter havido contribuição de algum gestor.

Diário do Sul – Como está a atuação do MP no escândalo do Besc de Pedras Grandes?
Celso – Este caso é bem semelhante ao da Campeiro e os dois são crimes contra o sistema financeiro. O gerente deu um golpe em todo mundo. O nosso trabalho será de pressionar o Banco do Brasil (que incorporou o Besc) para acertar com os clientes. O Banco do Brasil está correndo dos seus deveres e não está cumprindo o que diz o Código de Defesa do Consumidor. É um banco estatal, pertencente à União e deve explicação para as pessoas. Vou recomendar à alta direção do banco a acertar a situação e, se não fizerem isso, eles podem sofrer uma ação de improbidade por parte do MP.

Diário do Sul - A propriedade do complexo do Domingos Gonzalez foi repassada à União. Não seria mais vantajoso à comunidade que o município fosse responsável pela conta da manutenção?
Celso – O que aconteceu ali foi que se usurpou um patrimônio federal com a participação, na época, dos administradores da rede ferroviária, que participaram de forma ímpar. Foi um absurdo. Criaram lei municipal para tratar de patrimônio federal. O que o MP fez ali foi uma ação para devolver o patrimônio para a União. A posse por enquanto permanece com o município e ele tem liberdade para fazer convênio com a União para continuar com o exercício disso. Na verdade tivemos três ou quatro times, um CNPJ atrás do outro, para dar calote em credores e acumular dívida. Caso aquilo lá passasse para o Tubarão as dívidas seriam do Estado. Iria ser penhorado e iria a leilão. O usufruto pode e deve ser feito pelo município.
Diário do Sul - O senhor pediu a instauração de inquérito contra o Projeto Baleia Franca. Na sua concepção a irregularidade é a eficácia do projeto ou que a verba de patrocínio da Petrobras tenha sido mal utilizada?
Celso – Não está se discutindo o valor técnico do Projeto Baleia Franca. A questão é saber em que condição uma empresa estatal, que é a Petrobras, pode entregar dinheiro para um particular. Estou discutindo o patrocínio. O Brasil inventou a Organização Não Governamental (ONG) Estatal, que vive com o dinheiro público, o que é uma contradição. A situação é hilária. A Petrobras começou a colocar R$ 5 ou R$ 6 milhões durante três ou quatro anos e agora estava colocando R$ 150 mil por mês, aumentando a conta. Ela diz que é publicidade, mas para isso tem de haver licitação. A Petrobras, se quiser dar dinheiro, pode passar para as universidades públicas. Integrantes do projeto espalharam comunicados altamente ofensivos a mim, mas eu nem conheço o pessoal e trabalhamos de forma impessoal.
Diário do Sul – O senhor sempre esteve à frente de denúncias contra políticos, autoridades e instituições de renome que geraram polêmica. Em algum momento passou por alguma ação para intimidá-lo?
Celso – Na verdade aqui em Tubarão é bem mais tranquilo. Já trabalhei em grandes centros, Paraná e Brasília, e resolvi ficar no interior. No Paraná estouraram o meu carro com tiro de 12 no caso CC-5 e de policiais corruptos. Recebi carta-bomba que a Polícia Federal interceptou e explodiu, além dos tipos de retaliações que acontecem como ameaçar representar contra ti. Isso faz parte do jogo. Por isso o MP tem uma série de garantias como não ser demitido para aguentar a pressão. Mas, de forma geral, não há este problema devido ao trabalho ser feito de forma transparente e não termos lado.
Diário do Sul – O senhor ficou ainda mais conhecido quando quebrou o sigilo bancário de todas as contas CC-5 do país, o que possibilitou uma ampla investigação sobre sonegação envolvendo bancos. O senhor pode comentar este caso? Foi o de maior repercussão?
Celso – Na verdade foi. O CC-5 é uma carta circular do Banco Central que regulava a saída de dinheiro do país. Com o passar do tempo estas contas passaram a ser uma lavanderia para mandar dinheiro sujo para o exterior. Em Foz do Iguaçu, em Cascavel, no Paraná, em Ponta Porã, no Mato Grosso, os caras usavam as CC-5 para trazer os dólares do exterior. Eram milhões por dia. Mesmo que colocassem a população da China para fazer contrabando não daria tanto dinheiro. Começamos a abrir isso e teve repercussão com CPI no Congresso Nacional, bilhões e bilhões de autuações da Receita Federal. Foi um trabalho bastante forte, mas poderíamos ter ido muito mais adiante se não estivéssemos remando sozinhos na época.
Diário do Sul - Há uma semana a Operação Arrastão da Polícia Federal prendeu delegados e policiais acusados de envolvimento com a exploração de jogos de azar no Estado. Existe alguma ação na região?
Celso – Nós tivemos uma guerra no Estado e entramos com ações civis públicas para interditar as jogatinas. O governador que mais defendeu a jogatina no Brasil certamente foi o senhor Luiz Henrique da Silveira. Inclusive a argumentação usada, que era a arrecadação de impostos, era falsa. Ganhamos a guerra, vencemos na Justiça e no supremo e então o governo começou a mobilizar a polícia para interditar isso. Nós temos inquéritos correndo na Polícia Federal em Criciúma, que hoje atende a região. Isso está sendo feito sim.

Diário do Sul - No ano passado o senhor lançou o livro “Teoria Geral do Delito pelo Colarinho Branco”. O Brasil é realmente a terra onde os crimes são marcados pela impunidade?
Celso – Não é que o Brasil seja. O objetivo na verdade é tentar explicar o que acontece. Eu dou as brechas legais por onde entram os sonegadores e as decisões dos judiciários de última instância, que fazem com que o sujeito que paga impostos passe por idiota no Brasil. Procuro relacionar os princípios jurídicos com o que acontece de fato. O brasileiro tem uma cultura de transigente. Ele vai lá e elege o político que sabe que é corrupto. A Justiça acaba assimilando este tipo de comportamento.
Diário do Sul – Qual a opinião do senhor sobre a nova legislação estadual aprovada nesta semana sobre o Meio Ambiente?
Celso – Tem um problema porque a legislação do Estado jamais pode ultrapassar a da União. A discussão que temos que ter é menos de legislação e mais de eficácia. No Brasil se sabe tanto da impunidade que se permite publicar leis muito boas porque se sabe que não vai acontecer nada. Isso vale para todas as áreas.

Diário do Sul – Tubarão não possui parques municipais. O que o MP pode fazer quanto a este problema?
Celso - O Rio Tubarão foi desviado de recurso depois da enchente e temos áreas públicas que foram apropriadas e podem se tornar parques. Estamos tentando identificar estes locais para repassar para o prefeito. Tubarão tem um déficit muito grande de parques e se o município tiver vontade podemos entrar com uma ação para retomar estas áreas, que devem ser usadas para parques, e não por particulares.

Diário do Sul – Em que pé está o caso do galpão da Ferrovia?
Celso – Aquele lá realmente demorou a andar. Começamos a fazer perícias, fizemos várias avaliações e vai para a Polícia Federal fazer a perícia agora. A obra foi muito cara, custou aproximadamente R$ 3 milhões. Nós temos convicção que ali foi dinheiro demais. Só levamos à Justiça quando temos prova concreta. Não entro com ação para investigar, é para tentar a condenação.

Ministro reage ao Código

Os butekeiros de plantão acompanharam nos últimos dias as discussões envolvendo o novo código ambiental de SC. Depois de inúmeros discursos em torno do assunto eis uma manifestaçaõ de peso.
De acordo com matéria públicada no jornal Diário Catarinense, o Ministério do Meio Ambiente vai arguir no Supremo Tribunal Federal (STF) a inconstitucionalidade do novo Código aprovado na última terça-feira pela Assembleia Legislativa. Entre outras medidas, a lei reduziu a área de preservação permanente (APP) ao longo de rios e cursos d’água no Estado. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a mudança contraria o Código Florestal, legislação de abrangência nacional. "Uma lei estadual não pode contrariar a lei federal para ser mais branda, isso é inconstitucional", declarou.

O texto aprovado pelos deputados catarinenses diz que a APP será de cinco metros para os cursos de água inferiores a cinco metros de largura, de 10 metros para os cursos de água que tenham entre cinco e 10 metros de largura e de 10 metros acrescidos de 50% da medida excedente para cursos de água que tenham largura superior a 10 metros. O Código Florestal brasileiro, no entanto, determina faixa marginal de pelo menos 30 metros, em qualquer caso.

O ministro disse que, apesar da lei estadual, as regras ambientais federais terão que ser respeitadas no Estado. "Eu já dei uma ordem para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) nacional e para o Ibama em Santa Catarina: vale a lei federal. Quem construir a cinco ou 10 metros do rio será embargado, as construções serão demolidas. E quem resistir será preso. A lei federal vale para todo o país ", alertou Minc.O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), disse que seu partido também pretende entrar com uma ação no STF para questionar a constitucionalidade da lei catarinense.

"Santa Catarina deveria ser o primeiro Estado a tomar medidas mais preventivas e mais defensivas e nunca mais permissivas com o desmatamento das margens dos rios e das encostas", acrescentou Minc.

31 Março 2009

Código Ambiental aprovado

A sessão da Assembléia, realizada nesta terça-feira, 31, que aprovou o Código Ambiental contou com 38 deputados. Estavam ausentes Genésio Goulart, do PMDB, e José Natal, do PSDB. As sete abstenções foram dos seis deputados do PT e do Sargento Soares, do PDT. Os demais 31 deputados votaram a favor do novo código. O PT absteve-se para manter a unidade.
Vai agora à sanção do governador Luiz Henrique.

Debate do Código Ambiental na AL

As emendas colocadas em pauta pela bancada do PT que avança em alguns pontos o código ambiental e garante realmente os direitos dos pequenos agricultores, estão sendo votadas separadamentes uma a uma pelos deputados.

Na emenda que garante realmente o pagamento de recursos para os agricultores que preservam o meio ambiente, a deputada Ana Paula Lima (PT) solicitou que fosse lida a emenda para que todos soubesse o que estava sendo votado. A maioria dos deputados votaram contra o pagamento aos que preservam.
Em quase todas as emendas propostas pela banca do PT estão recebendo o placar de 29 votos SIM e apenas 7 votos Não, sendos seis deputados do Partido dos Trabalhadores e o deputado Sargento Soares do PDT.

Após as emendas será votado o Código Ambiental em totalidade.

Site da AL se antecipa

Uma matéria foi públicada no site da Assembleia Legislativa de SC por volta das 17h dando paracer favorável sem que a votação tivesse sido encerrada. Como título a matéria diz, "Produtores rurais e ambientalistas avaliam pontos do novo conjunto de regras ambientais".

Mais de cinco mil pessoas, em sua maioria agricultores de todas as regiões do estado, vieram à Assembleia Legislativa para acompanhar a votação do Projeto de Lei n.º 238/08, que institui o Código Estadual Ambiental. O clima era de tranquilidade e ansiedade, já que a classe agricultora torce pela aprovação do projeto. O consenso geral entre os líderes, produtores e empresários rurais é de que as normas ambientais brasileiras são extremamente complexas e não possuem objetividade(...)

Claro que quem está acompanhando de perto tem noção de que a maioria dos parlamentares, que fazem a base governista e defendem o governo do LHS é a favor do código ambiental da maneira que está, mas isto não dá o direito de ninguém declarar o resultando antes do veredicto final.

acompanhe a votação pela TV AL que ainda não se encerrou:
http://www.alesc.sc.gov.br/

Assembleia Legislativa e o Código Ambiental

Após inúmeros pronunciamentos, os deputados fizeram um recesso de 10 minutos para tentar chegar a um acordo sobre os pontos que continuam defasados dentro do código ambiental, defendidos pela bancada do PT.
Agora estão fazendo o encaminhamento sobre o tema e daqui a alguns minutos estaremos entrando em votação. O PT colocou suas emendas como destaques e estão sendo discutidos estes destaques. O Partido dos Trabalhadores tenta de todas as formas aprovar um código, ético, justo e constitucional que defenda realmente os direitos dos grandes e dos pequenos agricultores.

A hora do voto: Código Ambiental

O plenário da AL está completamente lotado. Os corredores e hall de entrada também concentra grande número de pessoas. De um lado as pessoas favoráveis ao código, grandes agricultores, latifundiários acreditando que este trará benefícios para agricultura catarinense.
De outro estudantes, agricultores familiares, pequenos produtores defendendo a aprovação de um código digno, que preserve a natureza e ao mesmo tempo os direitos dos agricultores, que garanta pagamento para aqueles que realmente preservam o meio ambiente, diferencia pequenos de grandes agricultores.

http://www.alesc.sc.gov.br/

Acompanhe algumas fotos das manifestações na Assembleia Legislativa:






Milhares de agricultores em Floripa

Considerado um dos mais importantes projetos que já tramitaram no Legislativo estadual nos últimos anos, o Projeto de Lei nº 238/08, do Executivo, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente, será votado na tarde de hoje (31), a partir das 14 horas, no plenário Osni Régis.


Organizados em caravanas e capitaneados por 11 entidades ligadas ao agronegócio, que montaram uma grande infraestrutura, com lonas, telões, alimentação e transporte, a maior parte dos agricultores se instalou na Praça Tancredo Neves, de onde acompanhou pela manhã, através de um telão, a reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Finanças e Tributação, Agricultura e Política Rural e Meio Ambiente. Outra parte presenciou atenta a votação da matéria nas quatro comissões. À tarde, durante a votação, deverão ser aproximadamente 10 mil agricultores “de olho” no assunto. Também está sendo aguardada a presença de ambientalistas contrários à matéria. Pela manhã, durante a apreciação nas comissões, não foi registrada a presença de representantes dessas entidades.


Na sessão do último dia 26, Décio Góes retomou a defesa de pontos que, para ele, não estão contemplados na proposta do Código Ambiental. Mas o parlamentar também reconhece o avanço que houve na discussão da matéria, devido ao esforço do relator Titon.Para Décio, não há na proposta tratamento diferenciado entre os pequenos e grandes produtores. “Se é verdade que 90% das propriedades são de pequenos agricultores familiares, é verdade também que estes ocupam apenas 40% do território catarinense.” A sugestão da sua bancada é que este ponto seja flexível a exemplo da lei federal, que é sensível às resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).


Conforme Romildo Titon, alguns pontos que geravam desentendimentos foram resolvidos, como o artigo que tratava do parcelamento do solo, suprimido pelo relator. Outro tema proposto no PL através de um substitutivo global é o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, que obedece ao princípio conservador-receptor e possibilita aos proprietários que possuem áreas onde o ecossistema natural está presente a prestar serviços ambientais à sociedade e ao meio ambiente, podendo ser remunerados pela sua manutenção e aprimoramento de recursos naturais - proteção da água, do solo, da biodiversidade.

Este ponto, apresentado como emenda pela bancada do PT, é considerado pelo relator como um dos grandes avanços da matéria. Nele está previsto a regulamentação pelo Executivo num prazo máximo de 180 dias. “A nossa proposta previa que os recursos do programa fossem autoaplicáveis, o que não foi acatado pelo relator. Agora não temos nada que garanta o envio do documento pelo governo, e se ele não o fizer, vamos ficar sem esse instrumento de cobrança”, frisou Góes.


(Colaboração texto e fotos: Alesc)

Debate do Código Ambiental

Ao Vivo:
Nesta Terça-feira (31) está sendo discutido e votado o novo código ambiental de SC. Milhares de pessoas lotam o auditório na Assembleia Legislativa de SC, mobilizados de diversas regiões do estado. Neste momento as comissões de Constituição de Justiça; Finanças e Tributação; Turismo e Meio Ambiente e Agricultura discutem a matéria. Por maioria os deputados governistas estão votando para aprovação do código. A bancada do PT solicita alguns aprimoramentos, incluindo textos fundamentais para realmente aprovar um código que venha defender os direitos dos pequenos agricultores.

Umas dessas emendas é a criação de um Fundo Compensatório de Desenvolvimento para pagar o agricultor que preservar ou recuperar áreas ambientais. Do jeito que se encontra hoje o código deixa de forma aberta, fazendo com que o governo num prazo de 180 dias possa criar ou não uma forma de pagamento para esses agricultores.
O deputado estadual Décio Góes, que preside a Comissão de Meio Ambiente, usou a tribuna durante toda a semana para lamentar o fato de o relatório não ter avançado em vários temas relevantes e continuar tratando as pequenas e grandes propriedades rurais de forma semelhante. Décio enumerou ainda três emendas que não foram acatadas: o uso de áreas de Reserva Legal e APPs de forma sustentável; o pagamento de Prestação de Serviços Ambientais aos pequenos agricultores que preservam a mata ciliar e áreas de nascente; e a manutenção de redução da faixa de mata ciliar de 30 para cinco metros sem levar em conta estudos técnicos e as especificidades de cada área.
Para a bancada do PT, as pequenas propriedades devem ser tratadas de forma diferenciada e com flexibilidade em relação às APPs e Reservas Legais, por serem de interesse social. Essa flexibilidade, no entanto, não deve ser estendida para as grandes propriedades e produtores rurais, numa visão apenas de ampliação dos lucros. Segundo Góes, da forma como o projeto se encontra, a questão ambiental corre sério risco. "Essa Assembleia precisa apresentar um Código Ambiental que avance e seja legal, até para evitar tragédias como nós tivemos no final do ano no estado".

A sessão no plenário inicia as 14h e a votação está marcada para as 16h. Todos podem acompanhar na integra pela TV AL acessando o site: http://www.alesc.sc.gov.br/

Novela da estrada do Farol

Na última terça-feira mais de 300 pessoas saíram em passeata da balsa, em Laguna, até o centro histórico. Foram mais de três horas de caminhada até a Câmara de Vereadores onde na sessão desta semana seria entregue a ordem de serviço para a pavimentação asfáltica da SC-100, a Interpraias.
Estavam presentes o secretário de desenvolvimento regional em Laguna, Mauro Candemil (PMDB), representantes da SC Parcerias, Ministério Público, vereadores, lideranças comunitárias além dos deputados Décio Góes (PT), Joares Ponticelli (PP), Ada de Lucca (PMDB) e Altair Guidi (PPS).
Os manifestantes saíram em passeata, no início da tarde, percorrendo o caminho entre a balsa e o centro da cidade, chamando a atenção da população para o problema enfrentado. A intenção era encontrar a presidente da APA (Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca), Maria Elizabeth Carvalho da Rocha, para que ela assinasse a autorização que derrubará o último entrave para a liberação ambiental das obras no local. Em outubro de 2007, a APA solicitou ao governo do estado que enviasse os projetos complementares para que então fosse entregue a licença ambiental definitiva da obra. Somente na sessão desta terça-feira foram entregues os documentos que inclui a atualização do projeto e medidas compensatórias ambientais e sociais.


O deputado estadual Décio Góes (PT) informou que não se pode jogar a culpa toda em cima da APA, afinal o governo demorou quase dois anos para entregar esses documentos. “O movimento das comunidades é legítimo. A obra não está atrasada apenas há um ano, mas há no mínimo 20. Mas o estado não pode só jogar a responsabilidade para os órgãos ambientais. Eles têm que fazer a parte deles também”, observou o deputado.Os moradores da região da Ilha, em Laguna, reivindicam a pavimentação asfáltica de 18 quilômetros, entre a balsa e o Camacho, em Jaguaruna, com um ramal ligando ao Farol de Santa Marta. A obra está orçada em R$ 18 milhões (garantidos pelo secretário Candemil) sendo R$ 400 mil de contrapartida do estado e o restante em financiamento do Bid-5.

De acordo com alguns deputados esses recursos não existem nem no BID-5 e nem no orçamento do estado. “Nós tentamos incluir mais recursos no orçamento para este me virtude da urgência dessa obra, mas os deputados do governo votaram contra, existem apenas R$ 500 mil”, disse o deputado Joares Ponticelli (PP).A deputada Ada de Lucca afirmou que se entregassem o projeto em suas mãos ela iria atrás dos recursos. O secretário de desenvolvimento regional em Laguna, Mauro Candemil (PMDB) também disse que com a ajuda dos deputados eles iriam atrás do dinheiro confirmando de que essa verba não está disponível.

As pessoas saíram com o sentimento de que muita coisa foi dita e na prática não será tão fácil assim. A sessão de terça-feira iniciou às 18h e encerrou às 22h.

17 Fevereiro 2009

Eu quero é novidade!

Hoje pela manhã, como de costume, abri os sites dos jornais de Tubarão-SC. Como moro longe, sempre procuro acompanhar as notícias da minha cidade. Me espantei com a notícia (antiga) de que a prefeitura de Tubarão tem dificuldades para firmar acordos.
Uma das ‘tarefas de casa’ deixadas pelo ex-prefeito Carlos Stüpp (PSDB) ao sucessor, Manoel Bertoncini (PSDB), é a busca pelas certidões negativas de débito (comprovantes de quitação de impostos e fundos federais e estaduais, como FGTS, INSS e inexistência de débitos com estatais). O levantamento das CNDs foi concluído pela procuradoria-geral da prefeitura, porém, há dívidas para o município pagar. Com isso, Tubarão tem dificuldades para firmar convênios, já que um dos critérios é não ter débitos.(...)
No período eleitoral a Senadora Ideli Salvati (PT) esteve em Tubarão apoiando o candidato de seu partido e confirmou isso. A senadora disse que Tubarão não recebia mais dinheiros por que estava devendo.
Tivemos oito anos de um governo que praticamente não deixou nenhuma obra de grande impacto na cidade. Mas se o município deve tanto assim, onde foi parar esse dinheiro todo?
Cada chuva que dá em Tubarão, a cidade toda fica praticamente de baixo d’água. As ruas que ficam as margens do rio ainda não foram concluídas. O PSDB teve oito anos no comando da cidade, não fez quase nada e o que fez não terminou.
Diante de tudo isso, que não era novidade para ninguém, no dia 5 de outubro a população colocou novamente o partido no comando da prefeitura. Diante disso cada pessoa que reclama do prefeito do meu lado eu mando calar a boca na hora quando responde positivamente sobre o fato de ter votado nele.

Ressaca!

1. O que é ressaca?

É um tipo de crise de abstinência. Como qualquer outra bebida ou alimento, o álcool é metabolizado e distribuído pela corrente sangüínea para todas as células do corpo. A sensação de embriaguez e relaxamento ocorre quando ele chega ao cérebro. É o momento da intoxicação. O corpo faz um grande esforço para dar conta das doses excessivas. Quem mais trabalha é o fígado, que precisa produzir enzimas para absorvê-lo, transformá-lo em gordura e secretá-lo pela bile. Quando o trabalho acaba, o fígado quer mais e entra numa espécie de depressão, desorganizando todo o metabolismo. O sistema nervoso, que também foi acelerado, tem uma reação parecida. O resultado é uma queda da força muscular, dor de cabeça, enjôo, diarréia, sensibilidade à luz e um cansaço enorme.

2. Ardência no estômago é sintoma de ressaca?

Essas dores também estão associadas ao excesso de bebida, em especial os destilados, como cachaça, uísque, conhaque e vodca. O álcool em demasia agride as paredes do estômago e do esôfago. Dependendo da gravidade essas lesões precisam ser tratadas com medicamentos.

3. A ressaca de algumas bebidas é maior do que a de outras?

Quanto maior o teor alcoólico, maior a probabilidade de intoxicação e ressaca. Além disso, as bebidas destiladas tendem a entrar mais rapidamente na corrente sangüínea do que as fermentadas. Portanto, são mais perigosas.

4. O mal-estar depende da quantidade de bebida?

A ressaca sempre é provocada por uma grande quantidade de álcool, mas é o corpo que determina os limites. Para quem nunca bebe, o excesso pode ser apenas uma única dose. As pessoas habituadas a beber são mais resistentes. O fígado está treinado, ou seja, produz facilmente as enzimas necessárias. Mas, quando bebem além do que o corpo considera limite, não se livram da ressaca.

5. É possível evitar a ressaca?

Respeite seus limites. Aumente a tolerância fazendo o álcool entrar mais lentamente na corrente sangüínea. A melhor forma de fazer isso é comer bem, antes e enquanto estiver bebendo.

6. Algumas pessoas recomendam uma colher de azeite de oliva antes de começar a beber. Isso tem fundamento?

O azeite é um alimento e, portanto, ajuda a evitar a rápida entrada do álcool no sangue. Mas tomado puro pode provocar enjôo. O melhor é usá-lo como tempero de uma salada de batatas, carboidrato que ajuda a processar a bebida.

7.Tomar água ajuda a combater os sintomas desagradáveis?

Quanto mais água, melhor. Antes, durante e depois de beber. A água dilui o álcool e reduz as chances de intoxicação. Facilita o trabalho do fígado e dos rins, que eliminam mais rapidamente os resíduos tóxicos do organismo.

8. Um copo de cerveja pode rebater a ressaca?

Como ela é uma síndrome de abstinência de álcool, "aquela cervejinha para rebater" e outras receitas, como o blood mary (vodca com suco de tomate) ou o gim-tônica, podem ajudar o fígado a se recompor. É como recuperar um drogado ministrando doses cada vez menores da mesma droga. A cerveja ainda tem a vantagem de estimular o funcionamento dos rins, acelerando a expulsão dos resíduos tóxicos pela urina. Mas isso depende de reações individuais. Há quem não suporte o cheiro de álcool por algum tempo.

9. Fumar piora a situação?

Sim. Álcool e fumo formam uma dobradinha imbatível. Mesmo quem fuma moderadamente aumenta a quantidade de cigarros quando está bebendo. E, quanto mais nicotina, menos oxigênio no sangue. Daí o processo de intoxicação pela bebida alcoólica é mais rápido.

10. Qual a melhor forma de superar uma ressaca?

Em primeiro lugar, não se deve exigir demais do organismo, que já está estressado. Se possível, faça só o que o corpo pede. Fique em casa, no silêncio e no escuro, descansando. E tome muito líquido: água e sucos de frutas para repor as vitaminas e os sais minerais perdidos na batalha contra o álcool. Comida, só se sentir fome. A primeira refeição deve ser leve. Purê de batata, canja de galinha ou chazinho - boldo, de preferência - caem bem

11 Fevereiro 2009

Carnaval tá chegando....

...e com ele a Ressaca!

Uma dose a mais... e extrapolamos nossos limites. A partir de hoje iremos trazer muitas dúvidas sobre o tema. As 10 perguntas mais importantes para você saber como lidar com esse terrível mal de quem adora um rabo de galo.
Veja como se combate uma ressaca e como se faz para evitá-la. Os sintomas são inconfundíveis: a cabeça pesa como se estivesse apertada por um daqueles círculos de ferro usados em torturas medievais. Dói especialmente na nuca, nas têmporas e na testa. A luz do dia fere nossos olhos e qualquer barulho retumba dentro do cérebro.
Na boca, um gosto amargo. Não queremos fazer nada, apenas fechar os olhos, quietos, deixando o tempo passar. É a ressaca - um mal-estar generalizado provocado pelo excesso de bebida alcoólica. Ela não ocorre sempre nem com todo mundo. Para algumas pessoas é infalível, basta beber alguns drinques e esperar pelo dia seguinte.
Outras são atacadas pela ressaca apenas de vez em quando. E há também os que, embora bebam com freqüência, passam incólumes por essa verdadeira expiação.

04 Fevereiro 2009

Impresa Tubaronense de luto!

Hoje (04) pela manhã acordei normalmente para trabalhar. Cheguei aos estudios da rádio Mampituba 99,5 FM por volta das 7h40. As 8h entramos no ar falando de esportes e demais notícias. Pelo msn recebi uma triste informação de um colega de imprensa la da minha cidade.
O grande radialista Walmor Silva, de 78 anos, tinha falecido no final da noite de terça-feira (03), em sua residência em Tubarão, vítima de um infarto. O radialista estava em casa acompanhado da esposa, Ambrosina Silva, quando se sentiu mal e faleceu antes de receber atendimento no Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Walmor Silva fez história na imprensa do Sul de SC ao atuar durante quase 60 anos em várias rádios. nunca saiu do ar e sempre com seu tom irreverente e decisivo tocou muitos programas famosos com o Frente a Frente, programa de debate transmitido todos os sábados de manhã.
Em 2007 ele recebeu uma homenagem da Associação Catarinense de Imprensa pelos 57 anos de serviços prestados as veículos de comunicação da região. Com certeza ele é continuara sendo uma referência para todos os profissionais e estudantes da área de comunicação.
Perde o rádio, perde a imprensa, perde a cidade, perde os catarinenses com a morte do grande Walmor. Rezo para que quem sabe um dia Deus seja generoso e mande alguém com 1 % das qualidades do nosso mestre Walmor, que assim a imprensa não perderá tanto.
O corpo está sendo velado nesta manhã na capela Santa Terezinha. O sepultamento do radialista acontece no final da tarde, em Tubarão. Ele deixa a esposa, cinco filhos. 11 netos e dois bisnetos.

06 Janeiro 2009

Depois da tempestade vem o recomeço

Depois da tempestade vem o recomeçoApós as cheias do último final de semana o termo mais usado entre os moradores de várias cidades é reconstruir e recomeçar.


Ontem o dia amanheceu com sol e o calor era predominante no Vale. Em muitas casas se via de longe os varais cheios de roupas estendidas. Um dia comum na vida de qualquer dona de casa, aproveitando o tempo bom para lavar roupa. Quando se aproximava das residências as cenas se transformavam em mais um filme de final trágico. Móveis nos quintais das casas, colchões pendurados nas janelas, roupas e utensílios domésticos espalhados pelas residências, tudo para avaliar o que pode se aproveitar das enchentes ocorridas por toda a região.No município de Ermo um dos bairros mais atingidos foi o Taquaruçu. O nível da água chegou a quase meio metro. A ex-secretária de saúde Salete Rocha Rodesio conta que já passou por várias enchentes, mas desta vez foi literalmente a gota d'água. "Já estou acostumada a ver a água entrar na minha casa, mas agora foi demais, não tivemos tempo pra nada e não quero mais viver neste inferno", comenta Salete adiantando que irá se mudar o mais rápido possível. Já para a aposentada Maria Elias, de 78 anos, não será tão fácil deixar sua casa assim. "Infelizmente tenho que ver o que consigo salvar e começar do zero", comenta Maria.A sete quilômetros dali, os moradores da Vila Manenti, em Turvo vivem uma realidade bem mais cruel. A água invadiu as residências próximas ao rio e tomou conta de tudo que via pela frente. Sofás, armários, camas, colchões, e tudo que não foi possível recolher ficou boiando dentro das casas. "Eu estava na casa da minha mãe em Araranguá quando minha sogra, na sexta-feira a noite, ligou dizendo para eu voltar para casa que o rio estava enchendo.


Quando foi sábado de manhã cheguei em casa e logo em seguida a água tomou conta", relata a diarista Angela Maria Anacleto, de 36 anos, e mãe de três filhos.Sua sogra, Candida Tomaz da Silva, de 55 anos, contou que mora no local há quase 30 anos e nunca viu uma enchente tão forte. Apesar de morarem bem próximo do rio não pensam em deixar o local. "O susto foi grande, mas agora é hora de limpar a casa e arrumar a bagunça. Perdemos alguns móveis, mas pelo menos nossa casa está inteira", conta Candida. Se fossem só os móveis e água dentro de casa o aposentado e proprietário de um bar próximo a ponte que liga os municípios de Ermo e Turvo, Ataíde Gregolin, estaria essa hora levantando as mãos pro céu. Com a força da água o barranco cedeu de tal forma a deixar seu estabelecimento pendurado e totalmente destruído. "No sábado eu vim fazer alguns ajustes para deixar o bar novo para alugar. Fiz balcão novo, banheiro, dei uma geral nele. A água estava encostado nas paredes, mas não imaginava que ia subir, foi tudo muito rápido", conta Ataíde lamento que inclusive o banheiro foi levado pelo rio.Fábricas também tiveram prejuízos e ontem tentaram correr atrás dos prejuízos. Uma empresa de confecção de jeans usou o asfalto da avenida para esticar as peças para secarem.

Ressaca

Antes de assumir ele já vinha resolvendo grandes problemas no município, agora o prefeito empossado Antonio de Fáveri (PT), de Jacinto Machado, está o dia todo em função dos estragos decorrentes das chuvas no último final de semana. As obras na ponte provisória que liga o bairro Centro ao bairro Paraguai retomaram somente ontem e mesmo com as cheias ainda está no prazo previsto para ser liberada, sexta-feira, 9. "Aqui no município temos dois pontos críticos na comunidade de Linha Rovaris que é de onde sai a água que vai parar no bairro Arizona, que também foi prejudicado. Quando a água baixa os problemas aparecem, são casas destruídas, plantações danificadas, ruas precárias, uma série de ações que estamos tomando desde quando começaram as chuvas", explica o prefeito.Hoje será feita uma reunião com os moradores da comunidade Linha Rovaris para juntos acharem algumas soluções para os problemas. "Eles que vão nos dizer onde está mais prejudicado e o que podemos fazer para quem sabe solucionar de vez o problema", comenta Antonio.A Cersul, em sua área de abrangência, já restaurou cerca de 15 postes que ficavam nas barrancas de rios e foram destruídos. Apesar do número, a rede de energia não foi tão prejudicada.

Pescaria

No meio de tantos problemas alguns moradores aproveitaram as cheias nos rios para uma boa pescaria. Caniços, redes e tarrafas são comuns pela região.

O que também está sendo comum são veículos com placas da Argentina e do Ururguai. Muitos turistas que começaram as férias nesta semana estão vindos de outros países em direção as praias do Sul e da capital. O caminho utilizado para chegar a Florianópolis segue pela BR 101 até Araranguá, onde foi feito um desvio no trevo de acesso a Ermo, seguindo para Turvo, logo em seguida para Meleiro, Forquilhinha e retoma novamente a BR 101 em Criciúma seguindo viagem para o Sul.Durante a manhã de ontem, o tráfego de veículos de passeio no acesso à malha viária estadual entre Ermo, Turvo, Meleiro, Forquilhinha e Criciúma era tranqüilo. O fluxo mais complicado gira em torno do perímetro urbano, em pontos que contornam os municípios. O percurso aumenta a viagem em cerca de 60 quilômetros e uma média de 40 minutos a mais no tempo de duração. O prefeito de Turvo, Ronaldo Carlessi (PMDB), ressalta a preocupação com a malha viária. "A rodovia não está preparada para um fluxo tão intenso. Todo trânsito da BR 101 está passando pelo centro de Turvo. No domingo funcionários da prefeitura auxiliaram os turistas dando orientações de como chegar até a rodovia", aponta.

Ainda estamos assim

Relato sobre consequências das chuvas é lastimável na maioria dos municípios da região do Vale do Araranguá, Sul de SC.


Prefeitos de dez municípios do Vale estiveram reunidos ontem na Secretaria de Desenvolvimento Regional para discutir medidas que visem amenizar as conseqüências causadas pelas chuvas que caíram em nossa região nos últimos dias. Eles fizeram um levantamento da situação de seus municípios e receberam uma notícia que ameniza em parte a situação.
O governo do Estado, de acordo com o secretário regional Heriberto Schmidt, vai liberar R$ 600 mil para o conjunto dos municípios atingidos. Os relatos mais graves foram feitos pelos prefeitos de municípios da encosta da serra e também de Turvo e Araranguá. "As localidades de Barranca e Baixadinha ficaram 100% embaixo d'água. Foram centenas de pessoas que tiveram que ser desalojadas", disse o prefeito da Cidade das Avenidas, Mariano Mazzuco (PP).
Para o prefeito de Turvo, Ronaldo Carlessi (PMDB), os alagamentos causados em seu município não têm precedentes. "Casas que nunca haviam sofrido com as chuvas ficaram totalmente alagadas. O rio Turvo transbordou completamente. Só na Vila Manente tivemos mais de cem desalojados", comentou.De acordo com o prefeito de Morro Grande, Ênio Zuchinalli (PMDB), o rio Manoel Alves, que corta seu município, chegou a levar vinte hectares de área produtiva de uma propriedade. Pontes e pontilhões também foram carregados.
Os relatos não foram mais amenos em municípios como Jacinto Machado, onde o prefeito Antônio de Fáveri (PT) disse ter ficado surpreso com a força das chuvas. "O que as águas dos rios viam pela frente ia levando tudo", ressaltou. Jacinto ainda pena com a queda parcial da ponte sobre o rio da Pedra, no centro da cidade, que deixou durante vários dias várias comunidades parcialmente isoladas. O prefeito de Ermo, Marcos Leone de Oliveira (DEM), demonstrou preocupação quanto a situação da ponte sobre o rio Itoupava. A enxurrada provocou a erosão na cabeceira da ponte, no limite entre os municípios de Ermo e Turvo. Para evitar problemas de interdição, caminhões com placas de Turvo e Ermo começaram também a serem proibidos de trafegar pela ponte.


O Deinfra vistoriou o local e constatou o problema. Para evitar que a ponte não seja interditada completamente o trânsito seguirá monitorado. No local a Polícia Rodoviária Estadual está acompanhando o tráfego de veículos. Em Praia Grande o prefeito Valcir Darós (PMDB) disse que os prejuízos são superiores a enxurrada de março de 2007. "Grande parte do que já foi reconstruído foi levado novamente", enfatizou. Os R$ 600 mil destinados pelo governo do Estado serão divididos da seguinte forma: Araranguá, Turvo, Praia Grande, Jacinto Machado e Timbé do Sul receberão R$ 75 mil cada. Morro Grande receberá R$ 60 mil. Meleiro e Maracajá receberão R$ 45 mil cada, e Ermo e Santa Rosa do Sul R$ 40 mil cada.De acordo com Heriberto Schmidt os R$ 600 mil são apenas para os reparos mais emergenciais.
Cada prefeitura deve fazer agora um levantamento detalhado dos prejuízos, para que o governo do Estado tente alocar recursos próprios, e principalmente do governo federal, visando recuperar os prejuízos mais proeminentes.